22.5.09

Sorte em baixa

Três vezes na vida encontrei dinheiro na rua.
Aos 17, no carnaval de Barra de São João, no meio do bloco das piranhas, achei uma nota que equivaleria hoje a 20 reais, toda pisoteada por foliões bêbados.

Aos 27, no revéillon de Búzios, aquele notão molhado de 50,00 trazido pelo mar até a areia da praia.

Aos 37 (mais precisamente ontem), na esquina da minha rua, foi a vez de uma reluzente moedinha de 50 centavos.

Essa retrospectiva sobre os tesouros do meu caminho me leva a três conclusões importantes:
- Ondas de sorte ocorrem apenas de 10 em 10 anos e eu acabo de queimar minha chance da década.
- Quando precisar desesperadamente de dinheiro, procure em lugares praianos, de preferência nos feriados em que bebidas alcóolicas sejam parte essencial da comemoração. Os donos tendem a praticar o desapego.
- Minha sorte piorou drasticamente nos últimos 10 anos. Desvalorização de 1000%.

(Problema: me apeguei à pequena moedinha. Depois de encontrá-la, enquanto ainda limpava o que eu sinceramente rezava para que fosse apenas terra, disse com carinho: “Você será minha moeda da sorte!”.
Por duas vezes, quis usá-la para pagar o ônibus, mas recuei na última hora.
Só que no caos da minha bolsa, ela se misturou a outras moedas de 0,50 e já não reconheço mais minha preferida.
Trágico, não?
Acho que é essa da foto acima. Mas não posso garantir.

P.S: moeda da sorte... post sobre biscoitos chinês... Repararam que estou meio mística ultimamente?
Por que será?
Resposta: Insegurança - estou em véspera de festa e de viagem e não sei qual das duas me afeta mais.

5 comentários:

Lá Cristina disse...

Sorte a sua que encontrou 3 vezes e ficou com a 'bufunfa'. Eu encontrei 3 vezes também, mas não tive tanta sorte... A primeira foi na praia, no carnaval, primeiro uma nota de R$1,00. Diante da euforia de uma criança de pouco mais de 1o anos, meu primo estimulou... 'Vai lá e acha uma de 50 agora... voltei empolgada para o mar e surpreendemente voltei com outra nota, mas não de 50 e sim outra de 1 real. Mais surpreendemente ainda, o segundo passo se repetiu e fechei o dia com a cotação de R$3,00 achados no mar, um de cada vez, e que acabou na barraquinha de sorvete minutos mais tarde.

A segunda vez, com uns 12 anos, andava em Madureira com minha mãe quando ela chutou uma sacola de mercado e escutou o barulho de moedas. Claro, abaixou correndo pra pegar e tal foi a surpresa quando abrimos a bolsa. Lembro como se fosse hoje. R$42,80 mais dois sabonetes PHEBO, junto com uma nota fiscal de farmácia. Fiquei empolgada, mas minha querida mamãe me deu apenas os R$2,80 (só moedinhas) alegando ter visto primeiro, ficando com as 4 notinhas de 10 e acabando na hora com a minha empolgação.

A terceira e última, com uns 14 anos... na saída da feirinha, na época super badalada aqui na Praça Seca. Eu e mais 2 amigas. Um bolinho com R$6,00 dobradinhos (3 notas de 2,00). Vimos juntas e abaixamos juntas! Logo tivemos que dividir apesar de ter achado um absurdo já que eu consegui pegar primeiro (claro, sempre saio em vantagem nessas horas por estar mais perto do chão! Vantagens da baixa estatura.).

Ah, como se não fosse o suficiente, tinha aproximadamente 6 anos quando estava com uma moeda de 10 centavos na mão, impaciente para compar uma paçoca desembrulhada no Seu Zezinho, quando tive a brilhante idéia de colocá-la na boca e num movimento inexperado engolir a pobre coitada. E com a cara mais lavada do mundo.. ainda inventei que caí, bati com o cutuvelo no chão e a moeda que estava na minha mão veio parar direto na minha boca. Uma coisa assim surreal.

Conclusão: Ao longo desses quase 20 anos de idade, juntando essas 3 vezes, a cada 2 anos (coincidentemente) tive a sorte (ou falta) de encontrar:

R$3,00
R$2,80
+R$2,00
--------
R$7,80

Tendo o prejuízo dos R$0,10, uns anos antes fico com:

R$7,80
-R$0,10
--------
R$7,70

Deprimente!!! Não chegou nem a R$10,00

Ps.: Esse comentário daria um bom post no meu BLOG... acho que vou aproveitar para a próxima postagem.

Perla Kahoane disse...

Ah! Então já sei onde procurar o dinheiro que perco...PQ se existem pessoas para encontra, alguém tem que perder...Mas só uma pessoa demente como eu, que perde dinheiro das maneira mas inacreditáveis...Aff! rsrsrs

Angélica Lopes disse...

Lais!
Vc tem muita sorte mesmpo.
E deve andar olhando para o chão.

Apesar do saldo não ter sido assim tãããão positivo,
pensa que vc ficou com três histórias ótimas.

Já é um lucro, né?!!

Pelo seu comment, acabo de concluir que existe um outro superpoint para encontrar dinheiro,
além de praias e lugares de férias.

São os locais de comércio muvuquento. Saara, 25, mercadão, é tanto abre e fecha de bolsa que alguma coisa tem que acabar caindo.

Se bem que lá, a concorrencia de achadores é maior.

Beijos
(p.s: vi seu depô no orkut, concordo,
mas vou sair de férias agora e viajar,
na volta a gente combina,tá? bjs!!)

Angélica Lopes disse...

Perlita!
Sua tendência a perder dinheiro só mostra que vc é uma pessoa desapegada aos bens materiais.
O que é uma coisa boa, né?
ou será que não?

Mari Martins disse...

Ah! Então já sei onde procurar o dinheiro que perco...PQ se existem pessoas para encontra, alguém tem que perder...Mas só uma pessoa demente como eu, que perde dinheiro das maneira mas inacreditáveis...Aff! [2

No Fundamental, quando eu estudava perto de casa, eu perdia dinheiro T-O-D-O dia.
Agora tá mais esporádico, mas nada que ainda não deixa prejuízos..