
Essa semana será muito intensa para mim, com lançamento de dois novos livros.
"Ficadas e Ficantes" (post anterior), pela Rocco, no sábado, e "Senhora, a Bruxa", pela Ed. Leya, na quarta (22), em SP, e na outra terça (28), no Rio.
Esse útimo é a minha estreia no universo fantástico - uma recriação do clássico "Senhora", de José de Alencar, que, nessa versão, virou uma trama de feitiçaria.
A coleção "Clássicos Fantásticos" é inspirada no sucesso de "Orgulho e Preconceito e Zumbis", da americana QuirkBooks, e ainda conta com os títulos: "Escrava Isaura e Zumbis", "Alienista, o Caçador de Mutantes" e "Dom Casmurro e os Discos Voadores".
Para quem não se lembra, o romance "Senhora" original trata de uma mulher abandonada que, ao ficar rica, decide comprar o ex-noivo e se vingar dele.
Por falar de poder feminino - já que a personagem original seduz e compra quem está a sua volta - optei por inserir a bruxaria, como uma terceira força de Aurélia.
A história começa quando as Bruxas Blair chegam no Rio de Janeiro do início do século XIX, em busca dos três ingredientes para sua poção da vida eterna.
- Lágrimas de delisusão derramadas logo após o abandono.
- Juras de ódio proferidas por quem já jurou amor eterno;
- e gotas de sangue vertidas pelo ser amado, em ferimento feito por objeto de prata.
Para isso, elas enredam o casal apaixonado Aurélia e Fernando para fazer com que eles se amem, se odeiem e, depois, estejam a ponto de se matar.
Nem os chama de vítimas, afinal, nada de terrível acontece com eles.
Além de serem inelizes para sempre, claro.