16.7.09

Fantasia da Lipo Secreta

A lipo secreta é meu mais novo sonho inatingível.

Uma fantasia delirante que consiste em:
- fazer uma lipoaspiração mágica,
sem efeitos colaterais,
sem machas roxas de recuperação,
e, principalmente,
sem que ninguém fique sabendo do seu pequeno pecadilho e, portanto,
não possa dizer que
você é:
- uma fútil por se submeter a um procedimento agressivo por uma questão estética idiota
ou
- uma preguiçosa que vive optando pelo caminho mais fácil.

A liposecreta é feita no meio da tarde, como um encontro entre amantes.
Dura menos de uma hora e você pode chegar em casa com 6 quilos a menos, dizendo que foi ao mercado comprar refrigerante, amor, mas acredita que tinha acabado?

A liposecreta te eleva ao status de guru das suas amigas. Todas vão querer saber que dieta nova é essa que você descobriu, e você vai dizer, balançando a cabeça: "O de sempre, gente. Fechei a boca. Sem mistério."

A liposecreta é tão improvável, que quando alguém disser:
"Menina, você está linda! O que aconteceu?".
Você vai dizer:
"Nada. Será que é esse novo corte o cabelo?"

2.7.09

Pânico

Ok, conseguiram.
Cinco escolas fechadas me convenceram de que o inimigo invisível realmente se aproxima.

À minha volta, só vejo a ingenuidade tranqüila dos personagens de filmes-catástrofe, nos primeiros 15 minutos de história.

E pior: eu não sou a Julianne Moore, nem a Nicole Kidman!

Será que faço parte do elenco de apoio que desaparece logo nas primeiras cenas?
Não posso crer.

p.s: minha neura não vem de hoje, como vcs podem verificar:
http://angelicalopes.blogspot.com/2009/05/vergonha-da-mascara-cirurgica.html

28.6.09

Penteado Farah Fawcett - eu tive.

Muito se fala da sensualidade de Farah, do vício de Farah, da cara de tartaruga dos últimos tempos de Farah, do triste fim de Farah, mas o que andam esquecendo de dizer é que o grande legado da atriz foi mesmo seu penteado.
Na década de 80, todas (digo, pessoas influenciadas pela mídia, como eu) queriam ter o visual da atriz. E, no caso das louras, o chamado corte picotado em camadas era obrigatório.

O visual me acompanhou por muitos anos e, confesso, reneguei-o por outros tantos - já que, aos 15 anos, ele me deixou totalmente refém do secador, responsável por aquela levantada na franja. Com os anos 90, decretei minha liberdade. Mas, hoje, como homenagem a minha musa-capilar da adolescência, devo confessar: eu me sentia uma pantera com aquele cabelão.
Detonando.

23.6.09

A Turista Rebelde - dei um pulo e voltei

Adaptar uma história real pode exigir mais talento do que inventar.
Falo isso porque acabo de voltar de Londres (digo"Acabo de voltar de Londres", como se eu voltasse sempre de Londres e tivesse uma malinha pronta com a etiqueta Londres, outra com a etiqueta Nova York, outra Paris), onde vi montagens Romeu e Julieta e Hamlet -- histórias que já existiam timidamente antes de serem contadas por Shakespeare, e estão aí atravessando os últimos seis séculos para provar a teoria.

A primeira, com Jude-gato-Law (yeah, morram de inveja.), e a segunda, de rua, bem popular, à margem do Tâmisa, com interação da platéia, do jeito que Shakespeare gostaria de ver. Acho.



Também dei um pulo na Áustria (como é bom dizer "Dei um pulo num lugar tipo Áustria", assim como "Dei um pulo em Nova York", "Dei um pulo em Paris", mesmo que a minha realidade seja muitas vezes "Dei um pulo na Senador Dantas".

Em Salzburgo, visitei os locais onde a história dos Von Trapp foi recriada para o cinema, em A Noviça Rebelde. O filme é outro exemplo de realidade recontada, que vem se mantendo forte nos últimos 45 anos, graças à adaptação de Robert Wise.



Entre as curiosidades da realidade alteradas para a ficção:
1 - A familia Von trapp não teve aquela fuga romântica, a pé pelos Alpes. Eles pegaram um trem, com malas e tudo, dizendo que iriam fazer um show nos Estados Unidos. Tranquilidade total.

2 - Ficaram 10 anos em Salzburgo, sob domínio nazista, esperando para ver se as coisas melhoravam. No filme, tudo acontece na volta da lua-de-mel.

3 - Maria e o Barão só se casaram nos Estados Unidos, depois de 11 anos por lá. Sem paixão, para oficilizar a situação. "Eu realmente não estava apaixonada. Eu gostava muito dele, mas não o amava. Eu amava as crianças, então, de uma certa forma, eu me casei com as crianças", disse ela em sua biografia.

4 - O Barão não era sisudo, nem odiava música, como o personagem do filme. Foi ele o primeiro a incentivar os filhos a tocaram e cantarem. Como não tinha televisão, cantar era uma atividade comum entre eles, antes da chegada de Maria.

5 - A mansão do filme não era a residência da famila e sim do antigo manda-chuva da região. A casa real era bem menor. O lago e o gazebo da pegação também ficavam em propriedades diferentes, que foram reunidas na edição.

6 - Julie Andrews cantou em estilo yodelling, graças a uma dose da cachaça austríaca – schnapps. Ela não conseguia tocar e cantar ao mesmo tempo, sem esse tipo de, digamos, incentivo.

7- A queda das crianças no lago não estava no script. Foi um acidente que o diretor Robert Wise aproveitou.

8 - A Maria de verdade não era aquele docinho de coco. "Ela tinha um temperamento terrível. De uma hora para a outra, ninguém sabia o que acontecia com ela. A gente apenas esperava a tempestade passar, porque no minuto seguinte ela podia estar gentil novamente", disse sua filha caçula, numa entrevista.

9 - As hills não eram austríacas, mas alemãs.

Por essas e por outras, estou com shakespeare e hollywood: por uma boa história, quem se preocupa com veracidade dos fatos?



O que os turistas costumam fazer no tour:
- saem correndo pelas colinas, se sentindo Julie. Tenho o vídeo meu fazendo isso, óbvio, mas não vou postar, não insistam.

- dançam I´m sixteen nos bancos do gazebo (ou caramanchão, ou coreto, já tive discussões acaloradas sobre como denominar a estrutura de metal e vidro durantes os últimos dias), e administração do local agora mantém tudo trancado. Com razão.




- Se você der um google "gazebo sound of music" vão aparecer milhares de imagens iguais a essa minha aí de cima.

31.5.09

Postando de Londres

Chique, n[e?
Queria colocar uma foto, mas nao tenho cabo.
Queria falar sobre shakespeare, mas nao tenho tempo.

entao 'e so.

22.5.09

What time is it?

Minha idéia de felicidade:
passar a tarde na solidão de um play, trabalhando com cola quente.

P.s: Tô freekando - são 23h30 e sinto que preciso desesperadamente um papel celofane azul e três cartolinas vermelhas!

Sorte em baixa

Três vezes na vida encontrei dinheiro na rua.
Aos 17, no carnaval de Barra de São João, no meio do bloco das piranhas, achei uma nota que equivaleria hoje a 20 reais, toda pisoteada por foliões bêbados.

Aos 27, no revéillon de Búzios, aquele notão molhado de 50,00 trazido pelo mar até a areia da praia.

Aos 37 (mais precisamente ontem), na esquina da minha rua, foi a vez de uma reluzente moedinha de 50 centavos.

Essa retrospectiva sobre os tesouros do meu caminho me leva a três conclusões importantes:
- Ondas de sorte ocorrem apenas de 10 em 10 anos e eu acabo de queimar minha chance da década.
- Quando precisar desesperadamente de dinheiro, procure em lugares praianos, de preferência nos feriados em que bebidas alcóolicas sejam parte essencial da comemoração. Os donos tendem a praticar o desapego.
- Minha sorte piorou drasticamente nos últimos 10 anos. Desvalorização de 1000%.

(Problema: me apeguei à pequena moedinha. Depois de encontrá-la, enquanto ainda limpava o que eu sinceramente rezava para que fosse apenas terra, disse com carinho: “Você será minha moeda da sorte!”.
Por duas vezes, quis usá-la para pagar o ônibus, mas recuei na última hora.
Só que no caos da minha bolsa, ela se misturou a outras moedas de 0,50 e já não reconheço mais minha preferida.
Trágico, não?
Acho que é essa da foto acima. Mas não posso garantir.

P.S: moeda da sorte... post sobre biscoitos chinês... Repararam que estou meio mística ultimamente?
Por que será?
Resposta: Insegurança - estou em véspera de festa e de viagem e não sei qual das duas me afeta mais.

20.5.09

LIVRO NOVO - Entreguei essa semana!!

O programa Fidelidade deste blog garante alguns beneficios aos usuários (tá pensando o quê?).
O melhor deles, sem dúvida, é poder ler antes de todo mundo trechos dos livros que ainda não publiquei.
Acabo de entregar o próximo juvenil (o sexto) para a Rocco.
E aqui estão, em primeria mão - a orelha (aquela parte dobrada da capa que resume a história) e o início:
Quem disse que ficante é tudo igual?
Aos 13 anos, a romântica Mari e a decidida Carol ainda são BVs e nunca foram beijadas.
O novo livro de Angélica Lopes Ficadas e Ficantes mostra as descobertas dessas duas amigas a partir do tão esperado primeiro beijo.
Enquanto não encontram aqueles que vão merecer o título de “namorado”, Mari e Carol experimentam os tipos clássicos de ficantes. Entre eles, o Ficante Grude, o Ficante Sabonete, o Ficante Mancha no Passado e até o terrível Ficante Beija Mal.
Eca!

TRECHO
"Carol teve praticamente um ataque histérico ao perceber que tinha esquecido o gloss. Jogou todo o conteúdo da bolsa no banco de trás do carro do pai de Mariana e começou a procurar:
– Ai, meu Deus! Cadê?
A amiga, que ia no banco da frente, conferindo a simetria da franja pelo espelhinho do retrovisor, estranhou:
– Que foi?
– Nada. – Carol mentiu, sabendo que a amiga era uma ativista contra o uso de maquiagem. Para ela, um costume primitivo que a fazia parecer uma índia em dia de cerimônia, na melhor das hipóteses, e uma palhaça em noite de espetáculo, na pior delas.
– Esqueceu alguma coisa? – insistiu o pai de Mari. – A gente pode voltar.

– Não precisa, não, Tio Carlos – negou mais uma vez.
Tio Carlos jamais entenderia o significado de um gloss lambuzento e sabor cereja para uma menina BV a caminho da festa de 15 anos."

continua ...
(previsão de lançamento: 2010 - demora mesmo, não tem jeito)

18.5.09

Sabedoria Chinesa: mais vale o silêncio

Ao fim do jantar tailandês, enquanto eu falava sobre como era "interessante ter um blog
para se falar sobre tudo", quebro o biscoito da sorte e olha a mensagem que me sai:
"Mais vale o silêncio do que a mera tagarelice."

Ups - me fez refletir.
Se bem que... ao ver que a marca do biscoito era Hakuna Matata (termo popularizado pelo rei Leão da Disney que, pelo que eu saiba, de chinês não tinha nada), perdi todo o respeito por aquele oráculo.

14.5.09

Gripe Suína e a Vergonha da Minha Máscara Cirúrgica

Pode parecer pitoresco para quem tem menos de 30 anos.
Mas em priscas eras, mais precisamente nos anos 80, as fármácias não tinham produtos expostos em gôndolas no estilo self-service de hoje.
Muitos artigos altamente constrangedores, como absorventes íntimos, camisinhas, fraldas geriátricas, tinham que ser pedidos assim, na lata, encarando o balconista.
- Pois, não? - ele perguntava, quase adivinhando do que se tratava pela cor de suas bochechas em tom carmim.
- Hã.... ehh... hum... Nada não.
A maioria saia correndo.
Ou fingia estar com dor de cabeça e comprava uma aspirina (naquela época não tinham inventado a neosa, minha deosa, e o ácido acetilsalicilico dominava as paradas de sucesso)
Levava séculos até que uma adolescente, ordenasse, com segurança:
- Ei, você aí, me vê três pacotes de Sempre Livre!
(naquela época, ainda não tinham inventado o Intimus Gel, com suas 70 variações, com aba, sem aba, supeseca, seca e suave, e a gente tinha que se virar com três opções: sempre livre, moddess (que batizou o termo) e o terrível: Ela!, que só tinha uma linha adesiva vagabunda que vivia descolando.
Mas vou poupar vocês dos detalhes sórdidos dos meus ciclos do passado, afinal, esse post não é sobre aqueles dias, e sim sobre o fenômeno chamado "Vergonha Do Balconista Da Farmácia".
Que também se estende a outros tipos de comércio, claro:
- Moço, o corpete de tachinhas, com coleira, tem no meu tamanho?
- Que tipo de metralhadoras vocês têm, hein? Alguma em promoção?
- O chicote dá para parcelar em quantas vezes?
(espertos foram alguns laboratórios de análises clínicas que recentemente passaram a oferecer potinhos brancos, em vez dos transparentes.)

Ontem, tive uma greve crise da Vergonha do Balconista,
que não me aflingia desde 1984, quando o absorvente "Ela" ela saiu da minha vida.
O caso é que vou viajar daqui a 20 dias.
Não para o México - mas para 4 países, em que farei 6 viagens de avião, num total de muitos aeroportos, que nada mais são do que confluências infectas de vírus vindos de todo planeta.

- Quem poderá me garantir que o alemão ao meu lado no check-in em Munique não acaba de chegar de Cancun?
- ou que no corrimão da escada rolante em Londres não há um vírus trazido por alguém do Texas?
- ou que a inofensiva senhorinha de Portugal que me vende pastéis de nata não tem um neto que mora em Miami e está passando uma temporada com ela?
Quem? Quem?
Eu digo: A máscara cirúgica bico de pato.
Só ela salva.
Aos críticos que me julgam, eu pergunto:
Por que não? Just in case. Só para ter na bolsa. Tipo um rivotril de segurança.
O único inconveniente é pedir. Enfrentar o julgamento do balconista que, das duas, uma: vai te considerar neurótica ou infectada.
Em ambos os casos, além do desprezo, ele fará de tudo para se esquivar de você. Coisa que magoa e eu tenho sérios problemas com a rejeição.
Na primeira farmácia, nem olhei para o funcionário:
- Máscara cirúgica. - falei seca, meio para dentro, como uma senha.

Na segunda, pedi com raiva dos espertinhos que acabaram com o estoque da farmácia anterior. Os sem-vergonha agora estavam mais a salvo da gripe suína do que eu:
- Tem ou não tem, meu filho?
Na terceira, adotei um tom festivo. Afinal, se todas as pessoas da cidade estavam comprando máscaras cirurgicas, eu seria apenas mais uma:
- Oi, tudo bem?!! Aquelas máscarazinhas da gripe, do porquinho. Que estão aí nos jornais... Tem?

Na quarta, tentei fazer a linha investigativa:
- Mas me diz uma coisa: "não tem" porque vocês nunca tiveram ou porque o pessoal já levou tudo?

Na quinta, já descrente quanto ao futuro da humanidade, antecipei a negativa:
- Acabou, né? Pois é. Pessoal não perde tempo. Não tem previsão para chegar, não, né? Sabia.

No dia seguinte, me mandei para uma loja de artigos médicos e lá adquiri TRÊS lindos exemplares: a superultramaravilhosa bico de pato, de 7 reais, que nao passa nada, nem o bacilo da tuberculose (ufa! bom saber - foto acima), e outras duas decorativas, de 0,50 cada (foto abaixo). Uma delas, zelosamente reservada para um quase impossível interesse do Pedro.

Só que em vez de ficar tranquila após minha aquisição, uma ansiedade vem crescendo desde então:
Como uma pessoa que tem Vergonha do Balconista vai ter coragem de ficar circulando em aeroportos internacionais com uma máscara cirúrgica na cara?

Assim que eu colocá-la, alguém provavelmente vai achar que estou doente e me levar para algum isolamento eterno, numa quarentena de filme de ficção.
Pedro terá sua vida de volta e eu ficarei para sempre, vagando em hospitais europeus, prisioneira de uma suspeita, talvez já infectada por meus companheiros de cela.
Já posso ver as manchetes dos jornais:
Brasileira mascarada desaparece sem deixar rastros

Triste fim.
Bons tempos em que eu só me preocupava com a opinião um jovem balconista.
Bons tempos em que passar um repelente contra a dengue era um ato invisível e aceito socialmente.


P.S: Porco nunca foi meu forte. Vejam esse post de 2005!

9.5.09

Pé no Presente com Polly

As filosofias orientais aconselham: uma vez estando no presente... esteja no presente.
Colocar esse ensinamento em prática é o grande privilégio da infância. Me desculpem se pareço óbvia, mas, para quem tem menos de 8 anos, o futuro simplesmente não existe.
E nem falo da vida adulta.
Mas do futuro próximo: o banho dali a cinco minutos, o jantar dali a meia hora, o sono dali a duas, a escola do dia seguinte, a festa do sábado, a apresentação do balé no fim do mês.

Alguns pensamentos que JAMAIS passariam pela cabeça de uma menina de 5 anos brincando com sua Polly.
– Putz. Essa Polly está meio caída. Não posso esquecer de pedir outra pra mamãe. Vou aproveitar que no fim do mês, sem ser nesse fim-de-semana, no outro, é o meu aniversário. Nossa, já são 11h30! Hora do banho. Aliás... meu shampoo está acabando. Não me dei bem com esse novo Loreal Kids Explosão de morango. Aliás, morango em inglês é strawberry. Que fruta será que a professora de inglês vai ensinar amanhã? Amanhã é quinta, né? Claro. Ontem foi terça, dia do balé. Ai, por falar em balé! Será que o papai já consertou a câmera de filmar dele? Minha apresentação tá em cima. Quero tudo registrado. Pra mostrar para minhas netas, sabe?

Pensamentos que passariam pela cabeça de uma menina de 5 anos brincando com sua Polly.
Não faço a mínima idéia.
E essa é a graça.
Minha imaginação limitada sugere que seria algo como: "Oi, meu nome Polly, e o seu?"
Mas pode ser apenas mitificação da infância.
De qualquer forma, o foco é a Polly, que está ali, protagonista do presente, e não na lista de tarefa futuras que nos transportam para além do agora, pelo vício das livres associações.

28.4.09

Descubra Steve Coogan

Tenho a triste desconfiança de que a maioria das pessoas não sabe quem é Steve Coogan. (se você acabou de pensar: "mas quem diabos é Steve Coogan?" minha tese acaba de ser comprovada).

Steve Coogan é o comediante inglês mais genial e engraçado da atualidade, que tem entre suas criações o apresentador de talk-show decadente Alan Patrigde. Veja clipe abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=wbU9aiCNUAE&feature=related

Ele brilhou no meu fim-de-semana, dessa vez com o DVD "Hamlet 2", que no Brasil ganhou o estimulante título "Perdendo a Noção" - sinceramente, não consigo imaginar alguém que realmente prefira alugar um filme chamado "Perdendo a Noção" a um chamado "Hamlet 2".

O filme é escrito por Pam Brady, uma das roteirista do South Park, que fez Alan virar Jesus Cristo e outros ícones pop bem no estilo south.

Descobri Steve tardiamente, em A Festa Nunca Termina, e, desde então, fico torcendo por filmes estrelados por ele, filmes como o ótimo Álibi, com a Rebecca Gostosona-Stamos.

Com a mesma intensidade, alimento secretamente - agora nem tanto, já que estou fazendo essa revelação -meu ódio contra Ben Stiller.
Ben vive convidando Steve para pontas em seus filmes absolutamente sem graça, como Uma Noite no Museu, achando que está fazendo um grande favor ao mestre. Blargh.

(E não me venham encher minha caixa postal com campanha pró-Ben, que para mim ele é nem pepino: intragável.)

16.4.09

Se liga, Lingerie!


Alguém foi pago para inventar o nome,
outro para criar o logotipo,
outro para registrar em cartório,
outro para fazer o layout da embalagem.

Antes de chegar ao balcão dessa farmácia,
o produto ainda passou por gráficas,
linha de montagem,
distribuidores,
e mesmo assim, com tanto investimento,
ninguém foi capaz de avisar que não é assim que se escreve?
Francamente.

- Erro na carrocinha de çacolé a 1 reau, ainda vai,
mas quando chega à indústria é preocupante.

7.4.09

Dr. House Barata


Monstros X Alienígenas, animação da Dreamworks, que está em cartaz nos cinemas,
traz o ator Hugh Laurie, nosso querido Dr. House,
fazendo a voz do também brilhante e também excêntrico Dr. Barata.

A diferença: Dr. Barata é um gentleman.
(p.s: não ficaram parecidos?)

29.3.09

O Fim do Show Ao Vivo - A-ha e Celulares

Morten Harket, vocalista do A-ha, está tão feliz em seu show no Rio, You´re a great audience, thank you, que resolve pedir um mimo à platéia:
- Come on! Clap your hands!
Na casa de shows, só fãs, do tipo que jamais negariam um pedido ao seu ídolo maior.
-Come on! - Morten, incentiva, diante da aparente timidez do público.
E nada.
Nem um clap.
Ninguém nem tchum.

Meio sem graça, o bonitão nórdico dá um olhar cúmplice para o tecladista, como quem diz "acho que eles não entendem mesmo inglês" e começa a bater palmas acima da cabeça. Gesto que até os bebês compreendem e que significa: "Será muito humilhante se vocês continuarem se negando a fazer isso por mim".

E, mesmo assim, ninguém se mexe.
E eu lá pensando:
-- Poxa vida, o cara vem da Noruega, tocar no Via Parque, e ninguém é capaz de fazer a felicidade dele?
Foi aí que eu, uma blasé convicta, que nunca bate palmas quando o cantor manda, que ouvia o A-ha há MAIS 20 anos só por causa da minha amiga Andrea Vianna e que apenas vagamente me lembro das letras das músicas, fico com pena do pobre Morten e começo a bater palmas em cima da cabeça, e acho até, que - num gesto de solidariedade digno dos grandes mártires da humanidade -, chego a balançar os braços e fazer um "urúú."

Mas Morten não me ouviu. Apenas desistiu de tentar interagir. A pláteia não podia bater palmas. Estava de mãos ocupadas, filmando vídeos escuros em que o personagem principal é a cabeça de quem está na frente, e tirando fotos terrivelmente fora de foco que serão todas deletadas depois.

Sim, senhores: os celulares trouxeram o impensável fenômeno do fim do show ao vivo. Atualmente, o público in loco prefere colocar um intermediário entre si mesmo e o artista, no único momento em que o contato poderia ser direto. Fãs na primeira fila agora assistem a tudo atráves do visorzinho minúsculo do celular.

Não sei se tal fenômeno se dá porque...
- cada um quer ter sua própria edição do show,
- ou se o registro ficou mais importante do que o momento,
- ou se as pessoas querem apenas provar que estiveram lá.
Quando, na verdade, não estiveram.

p.s: Como vocês podem notar, eu também tenho celular com câmera, com o qual tirei as fotos acima, mas juro que foram só duas e rapidinhas. Vi o show com os meus próprios olhos. Afinal, não fiquei duas horas no trânsito para ver tudo em escala 3x4.

20.3.09

Falando em ginástica... Baby Consuelo, nossa Angelina Jolie

Hoje, fiz spinning do lado de uma das filhas de Baby Consuelo.
Mas qual?
Passei 45 minutos pedalando e estimulando também o meu cérebro com o exercício mental, talvez até mais cansativo do que as três séries de acelerações de 45 segundos na posição dois, de me lembrar dos nomes dos componentes daquela superprole.

Enquanto minha frequência subia, meus neurônios se agitavam "Riroca não é. Essa deve ser a do meio. Ou a menor. Mas eram quantos mesmo? Cinco? Seis? Um era homem? Ou dois eram homens?"

Não lembrei. E olha que tentei. Inclusive, me dediquei mais a responder a essa pergunta do que à subida de 8 minutos no final que achei que fosse piada da minha querida professora Alê.

Não lembrei dos nomes, mas lembrei que Baby Consuelo era uma espécie de Angelina Jolie da minha adolescência -- só que com mais coragem, já que todos os filhos saíram de sua própria barriga e numa época em que ser mãe era totalmente out, e que ainda não tinham inventado o spinning para trazer o corpinho de volta - coisa que Baby realmente fazia (vide foto acima).

Não lembrei, mas fui procurar na internet. O que de nada adiantou, já que a internet é feita por pessoas desinformadas como eu que também confundem as irmãs.
Até que encontrei um site feito sob encomenda para addicteds em informação: http://www.oragoo.net/, tipo o oráculo.
Lá estava:
Qual o nome dos filhos de Baby Consuelo e Pepeu Gomes?
- Sarah Sheeva(que antes se chamava Riroca), Nana Shara e Zabelê, que formavam o grupo SNZ, Kriptus Rá, Krishna Baby e Pedro Baby.

(Com link direto para: Qual o nome dos três porquinhos?
Em 1933, o desenho Disney deu aos porquinhos os nomes Fifer Pig, Fiddler Pig e Edmund Pig. No Brasil, eles são Cícero, Heitor e Prático
.
GE-NI-AL, né!? Mas é outro post...)

Procurando pelo nome, cheguei a um resultado que me satisfez: minha colega de turma é Zabelê, a que está com vergonhinha atrás das pernas da mãe na foto lá acima. A mais baixinha na foto com a irmã Nana Shara.

P.s: Ufa! Agora posso descansar. Dá para imaginar quantas calorias perdi nessa brincadeira?

P.s2: Informação, mesmo que inútil, é como endorfina: uma delícia.

Perguntas que Intrigam

Como as pessoas conseguem fazer ginástica sem prender o cabelo?

18.3.09

Você é Uma Pessoa de Verdade?

Há algum tempo criei uma comunidade no orkut, que injustamente contabiliza notáveis 4 membros (entres eles, eu mesma, o que reduz esse número para 3 membros que realmente contam).
Apesar do baixo quórum, a comunidade reflete um dos grandes dos vícios da vida digital.

Repetir em voz alta os códigos de letras tortas, que os sites nos desafiam a digitar para comprovar nossa humanidade.

ingk
zhuns
andas
molantes
hent
semlb

Se você é como eu e também...

1 - Fica que nem um doido, em frente ao computador, repetindo essas palavras aleatórias.

2 - Torce para ser brindado com uma palavra cheia de consoantes e, por isso, mais difícil de ser reproduzida

3 - E ainda se questiona internamente diante da pergunta existencial "Você é uma pessoa de verdade? Então digite o código ao lado.", junte-se a nós quatro!
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=33255156

14.3.09

Reflexões (não minhas, mas de pessoas geniais) Sobre o Humor

O bom humor é a única qualidade divina do homem
Schopenhauer

O humor nos alivia das vicissitudes da vida, ativando o nosso senso de proporção e revelando-nos que a seriedade exagerada tende ao absurdo.
Chaplin

12.3.09

Se as celebridades fossem pessoas comuns...

O mérito não é meu. Vi outro dia na MTV.
Tem um site americano que simula como as celebridades seriam se não estivessem tão preocupadas com a imagem. Se fossem pessoas comuns, circulando em lugares desprovidos de glamour.

Algumas seriam gordas, outras exibiriam um corte de cabelo fora de moda, outras teriam óculos de grau sem estilo, como a Scarlett Johansson aí de cima, ou simplesmente, no caso dos homens, teriam perdido o cabelo, como o John Travolta aí de baixo.
Nada mais normal, certo?


Veja outros exemplos de celebridades feias:
Kate Winstlet

Nicole Kidman

Britney Spears

Johnny Depp
O link para ver outras montagens como essas é o que aparece nas fotos: http://www.planethiltron.com/

P.S: A brincadeira acabou me inspirando e resolvi fazer comigo mesma no Photoshop. O triste é que o resultado ficou um tanto próximo demais da realidade para o meu gosto.Não ficquei a cara da Christina Ricci?