27.2.09

Beijos Beijos Beijos

É por isso que eu adoro Portugal.
Vocês acreditam que existe por lá uma aldeia chamada Beijos?
Ou melhor, Beijós.
Quando vou a Portugal, escolho hotéis, restaurantes e cidades pela fofura.
Uma vez, em Miranda do Douro, fiquei num hotel só porque ele se chamava "A Morgadinha". (não parece título de romance de Camilo Castelo Branco?)
Em Évora, o dono de um dos melhores restaurantes da Europa, o Fialho, se chama "Sr. Amor"!
Fui lá duas vezes, só para me empaturrar daquele arroz de lebre e poder dizer:
- Bom Dia, Sr. Amor.
- Boa noite, Sr. Amor.
- Como vai, Sr. Amor?
- Estava tudo maravilhoso, Sr. Amor.
E ouvi-lo responder:
-"Obrigadinho".
A chameguice brasileira só pode vir de lá.

Para quem quiser dar uns beijos em Beijós, é só seguir o google maps:

20.2.09

Ficadas e Ficantes

FICADAS
Só penso nisso.
Que meu marido não me leia.

Já estou na página 90.
Me aguardem.

16.2.09

28 luas

Eu parecia uma panela de pressão prestes a estourar.
Com aquela vontade incontrolável de devorar até a embalagem do biscoito.
Na festa, fiquei abismada como todas as pessoas podiam ser tão imperdoavelmente feias.

Sim, só podia ser ELA.
- Pedro, qual foi a última vez que eu fiquei totalmente insuportável, e bem mocréia, igual a hoje?

Batata! 28 dias antes.

Hoje a cabine despressurizou.
Mas, como parte de um ciclo, ela vai voltar.

4.2.09

E o troféu cara de dor de barriga vai para...

Eu sei que é chato.
Não é fácil ser casada com um extraterrestre, capaz de comer a placenta da própria filha, ainda quentinha, assim que ela sai de você.

Maridos extraterrestres comedores de placenta realmente irritam.
Quando o meu, que é terráqueo, pede pão-de-alho num churrasco, eu também perco humor, olho torto, e faço essa mesma carinha de quem não comeu placenta e não gostou, Katie.

Também sei que não é lá muito agradável pegar um helicóptero da Lagoa para Angra em pleno sábado 40oc no Rio. Tudo é muito lindo, muito maravilhoso, mas vai sentir o bafo.

Eu mesma, que naquele dia só sai do ar-condicionado depois das 18h, ao te ver no heliporto, cheguei a ter um momento de compaixão - mesmo tendo jurado nunca sentir pena de alguém que tenha se casado, por livre e espontânea vontade, com um comedor de placentas que ganha milhões de dólares.

Sei também o quanto pode ser estressante curtir uma praia na Urca, onde o nível de coliformes na areia é alarmante. Você deve ter ficado tensa, claro, achando que Tom poderia comê-los. Ou que Suri, tendo puxado ao pai, quisesse ser abduzida por uma língua negra.

Mas são as escolhas que fazemos na vida, Katie.
E essa sua cara de c*não vai mudar nada.
Pensa nisso e mostra logo esses dentes.

p.s:
descobri duas coisas extraordinárias sobre a Kara de K* de Katie:
1 - Ela não vem de hoje. A companhia mudou, mas o sorriso "ai que saco" é o mesmo. Olha ela com os fãs no início da carreira.


2 - As únicas aparições públicas dos dentes brancos de Katie foram na ficção.
Me digam se esse sorriso fofinho não era o que ela tinha de melhor?
Ai, ai, bons tempos de Dawson´s Creek...
Cadê o Pacey para fazer essa menina feliz novamente?

1.2.09

Filhinha da mamãe

Levanta o dedo quem acha que eu ando influenciando?



29.1.09

Vida selvagem

Os passarinhos do meu ar-condicionado finalmente foram embora,
porém,
no dia seguinte, apareceu um gambá, não no ar-condicionado, mas na árvore em frente, mortalmente ferido com uma mordida de mico na cabeça.

Olha o coitadinho na foto acima, todo zozó, depois da briga.

Acho que nunca morei numa vizinhança tão violenta.
A lei da selva impera na minha rua.
Hakuna matata!

Não se deixe enganar...

Se, de repente, um desconhecido que você nunca viu antes, lhe disser, fazendo charme e subindo a sobrancelha:
- Uau, hoje você está parecendo uma pintura barroca...

Não caia feito um Alejadinho de muletas, achando tratar-se de um elogio.

O sujeitinho não está querendo dizer que você é uma obra de arte ou um anjo caído de Ouro Preto - só encontrou um jeito de te chamar de gorda sem levantar maiores suspeitas.

As reproduções de Vermeer (acima) e Rubens (abaixo) não deixam dúvidas sobre os arredondados padrões de beleza renascentistas.
Numa mesma frase, seu interlocutor conseguiu não apenas te esculhambar, como ainda passar por grande conhecedor das artes. E pior: está certo de que você está feliz com a comparação e ainda vai achá-lo ilustradíssimo.

Meu recado vai em linguagem não-pictórica, com contrates fortes, cheios sombra, bem ao gosto da época:
-- Vai pro Caravagggio, meu filho! Barroca é a mãe!

P.S: Homens, atenção: nunca, nunca, nunca, jamais, em hipótese alguma, digam que uma mulher engordou.
Nem que ela seja uma pintura de Botero.
Simplemente não diga.


Outra lembrança:
A musa lá de cima, de vermeer, foi intepretada no cimena pela musa (da vez) de woody allen, scarlet johanson, que de barroca não tem nada.

8.1.09

A insônia e a crueldade

Quantas noites sem dormir até sermos capazes de matar bebês-passarinho?

Um zeloso casal de sabiás considerou o vão do meu ar-condicionado um ótimo lugar para criar os filhos.
Um condominio de luxo com ronco de motor para ninar filhotes, parapeito contra chuva e localizado a poucos metros do galho mais próximo. Sonho máximo da classe média sabiazense.

Mas esse delicado ninho, com gravetinhos cuidadosamente escolhidos, milimetricamente posicionados, escorregou na falta de sorte ao ser construído atrás da parede de uma moça que, mesmo incapaz de matar filhotes, realmente precisa dormir.

Há três madrugadas, tenho delírios agitados pela piadeira das 5, imaginando estar empurrando os bebês.

Há três dias, abro a janela decidida a fazer algo que não sei bem o que é. Pego o cabo de vassoura e eis que eles aparecem: os pais - o casal de sabiás dando rasantes desesperados na frente da minha janela para tentar me impedir do crime.

A pergunta é: até quando?
Aqui, um dos progenitores dos bebês, em vigília , fazendo guerra de nervos comigo.

18.12.08

Rainha das Selvas

Sim, sou eu mesma,
me jogando no abismo (sem intenções suicidas), semana passada, em Canela - RS.



ou em:
http://www.youtube.com/watch?v=fF9LhUKVGGw

26.11.08

report

tô melhorando. ufa.
acho que náo é mais caso de internação.
eu disse acho.

19.11.08

Deprê

ai, ai, não tô legal, mas estou sem ânimo para falar sobre isso.

Eletrochoque, please.

6.11.08

Eleitores também são autores

O eleitor, como todo público que se preze, de qualquer espetáculo, quer ser o autor da história. Ainda mais quando se trata da sua própria.

E, quando acredita que essa autoria seja realmente possível, é capaz de ficar 5 horas numa fila para votar, ligar centenas de vezes para o 0300 do BigBrother e viajar 500 quilometros (como já fiz quatro vezes) para votar num personagem que apresenta a comovente possibilidade de vencer a distância entre o sertão de Garanhuns e o poder máximo de Brasilia.

O público-autor SEMPRE sabe votar e escolhe os melhores personagens. (mesmo que os melhores personagens não se tornem os melhores presidentes).
Nesse sentido, a disputa da última semana nos EUA foi páreo duro: o negro sem mágoa, que venceu preconceitos e que mantém o sorriso de quem já perdoou os que não sabiam o que faziam, e o herói de guerra, mais contido, disfarçando o sofrimento de quem sobreviveu ao inferno por amor ao país.
O charme da minoria versus a bravura do militar torturado.
Denzel Washington versus Kevin Costner.
Sidney Poitier versus Steve McQueen.

Só que os filmes de guerra, principalmente do Vietnã, são so eighties e a questão racial mobiliza muito mais o imaginário americano atualmente. Vide as dezenas de filmes com presidentes negros produzidos na última década -- com destaque para a série 24horas, que não só colocou dois mandatos de David Palmer, sucedido por seu irmão Wayne, como escolheu o único presidente branco para ser o grande vilão da 4a. temporada.

Abaixo, a galeria de presidentes negros da ficção americana, que precederam Obama:
David Palmer, "24horas" - duas temporadas.

Wayne Palmer, "24 horas"

Cris Rock, "Golpe de Estado"

Tommy Lister, em "Quinto Elemento"

E, lá em cima, Morgan Freeman, em "Impact".

4.11.08

DIA DA NOIVA

Meu aniversário:
Quero uma lipo e 15 sessões de sonoterapia de presente.
De preferência, simultâneas.
Façam a vaquinha.

Não é que esqueci?

Que doido: estou com um postal novo
há um mês,
já distribui pra deus e o mundo e
acabo de perceber que não mostrei aqui.

Que falha no serviço desse blog.
Reclamem para o nosso 0800.
Se alguém atender por lá.
FABULOUS, não?!

3.11.08

à flor da pele

A véspera do meu aniversário de 37 anos me faz vislumbrar minha quarentitude piscando feito sinal luminoso lá na frente, daqui a breves três quarteirões. A chegada eminente "daqueles dias" faz meus hormônios me convencerem de que minha vida e existência não têm realmente sentido algum. A tensão de mãe de uma filha desidratada no hospital me faz lembrar qual o verdadeiro sentido da minha existência e, diante de tanta responsabilidade, acabo comendo todo o bolo de aniversário, antes mesmo de assoprar as 37 velinhas.

O domingo totalmente dedicado à TV me faz chorar diversas vezes em situações de extrema emoção:
- No último episódio do quadro Corpo Humano do Fantástico. Sim, vamos todos morrer, é verdade.
- Em três momentos de Sex in The City, o filme (que eu ODIEI, mas chorei assim mesmo)
- Em Horton e Mundo dos Quem, quando a cidade inteira se junta numa tentativa desesperada de sobrevivência, gritando: "Estamos bem aqui! Estamos bem aqui!"
- Quando Peter Pan, no filme, convoca todos para salvarem Sininho, pedindo palmas da pláteia: "Eu acredito em fadas! Eu acredito em fadas!" (arrasou, Barrie!)
Trecho da peça original:
PETER
Her light is growing faint, and if it goes out, that means she is dead!
Her voice is so low I can scarcely tell what she is saying. She says - she says she thinks she could get well again if children believed in fairies!

He rises and throws out his arms he knows not to whom, perhaps to the boys and girls of whom he is not one.

PETER
Do you believe in fairies? Say quick that you believe! If you believe, clap your hands!

(Barrie, Peter Pan and Other Plays, pp. 136-7)

Ai, alguém tem um lenço aí?
P.S: Eu não acredito em fadas. Tá explicado, né?

30.10.08

DNA de campeão - Não parecem pai e filho?

Quem pode resistir a esses sorrisos?


E ainda por cima, os dois têm me comum a conjunção cármica de estarem às vésperas de vitórias históricas.

Santa Teresa

Semana passada fui à Biblioteca Popular Municipal José de Alencar, que fica em Santa Teresa, bairro tradicional do Rio de Janeiro, famoso pelos seus bondinhos.
Participei de um projeto superlegal da Prefeitura, o Biblioteca Viva, que uma vez por mês leva um escritor para conversar com os alunos da região.
Acho que o pessoal gostou. Olha aí todo mundo fazendo propaganda dos meus livros:

29.10.08

DICIONÁRIO DE CECILHÊS: O idioma fofo da minha filha

-- Mãe, tá vendo "Cristo Arrebentou"?

E ela nem estava falando da cena abaixo, ocorrida durante uma tempestadde, em 10 de fevereiro desse ano, precisamente às 19:30h, em que o Cristo Redentor quase Arrebentou mesmo.
Foto de Custódio Coimbra, do Jornal O Globo.

57 Dias sem empregada - Série: Descobertas (BOAS)

- Se você lavar um prato imediatamente após o uso, sua pia ficará vazia.
Mas cuidado: o barulhinho da água corrente é relaxante e pode viciar. Ou te fazer dormir em pé.

- As mães se tormam boas donas-de-casa porque é a única atividade que filhos permitem que elas façam.
Aquela sua mesma filha, que antes queria brincar de polly toda vez que você estava lendo um livro ou navegando na internet, vai adbicar totalmente da sua presença quando você estiver estendendo a roupa no varal.
Ela já percebeu que você NÃO está se divertindo SEM ELA, e sim fazendo algo chato POR ELA. Vai ser solidária e te deixar em paz.

- Suada, descalça, roupa molhada, saia arregaçada, cabelo desgrenhado, alça do sutiã aparecendo, malhando o bíceps ao torcer a roupa e a panturilha ao tentar alcançar a última prateleira do armário, você vai se sentir inesperadamente GOSTOSA. Vai assumir o lado brejeiro e liberar a Gabriela Cravo-e-Canela que há em você.

23.10.08

Voltei. Na foto, eu e Borges no Café Tortoni.

"Na ardente manhã de fevereiro em que Beatriz Viterbo morreu, depois de uma imperiosa agonia que não cedeu um só instante nem ao sen­timentalismo nem ao medo, notei que os painéis de ferro da Praça da Constituição tinham renovado não sei que anúncio de cigarros; o facto doeu-me, pois compreendi que o incessante e vasto universo já se afastava dela e que essa mudança era a primeira de uma série infinita."

O Aleph